
O crescimento dos carros elétricos no Brasil trouxe uma nova realidade para motoristas e compradores: além do preço do veículo, surgem dúvidas importantes sobre custos de manutenção, recarga e, principalmente, seguro para carro elétrico.
Uma das perguntas mais comuns é direta e objetiva: quanto custa o seguro de um carro elétrico?
Mas a resposta não é tão simples quanto um número fixo.
Neste artigo completo, você vai entender como funciona o seguro para veículos elétricos, quais fatores influenciam o preço, quanto custa em média no Brasil, se ele é mais caro do que o seguro de carros a combustão e como economizar na contratação.
O que é o seguro para carro elétrico?
O seguro para carro elétrico funciona de forma semelhante ao seguro tradicional, oferecendo cobertura contra roubo, furto, colisão, incêndio, danos a terceiros e eventos naturais.
A diferença está no tipo de tecnologia embarcada no veículo, especialmente:
- Baterias de alta voltagem;
- Sistemas eletrônicos avançados;
- Motores elétricos;
- Software e sensores de segurança;
Esses elementos exigem critérios específicos de avaliação de risco, o que impacta diretamente o preço do seguro.
Por que o seguro de carro elétrico costuma ser mais caro?
Em muitos casos, o seguro de um carro elétrico é mais caro do que o de um carro a combustão equivalente. Isso acontece por alguns motivos principais.
Custo elevado das bateria
sA bateria é o componente mais caro de um carro elétrico, podendo representar 30% a 50% do valor total do veículo.
Em caso de colisão ou dano estrutural, mesmo impactos aparentemente leves podem exigir:
- Inspeção técnica especializada;
- Substituição parcial ou total da bateria:
Isso aumenta o risco para as seguradoras.
Peças e mão de obra especializadas
A maioria dos carros elétricos vendidos no Brasil:
- Utiliza peças importadas;
- Depende de centros de reparo especializados;
- Exige técnicos treinados em alta voltagem;
Tudo isso eleva o custo médio de sinistro.
Menor histórico estatístico no Brasil
Como os carros elétricos ainda são relativamente novos no mercado brasileiro, as seguradoras possuem:
- Menos dados de sinistralidade;
- Menos previsibilidade de custos;
Quando há incerteza, o preço tende a subir.
Quanto custa o seguro de um carro elétrico no Brasil?
Agora vamos ao ponto central: valores reais e médias praticadas.
⚠️ Importante: os valores variam conforme perfil do motorista, cidade, uso do carro e seguradora.
Média de preços anuais (estimativas de mercado)

Esses valores mostram que o seguro pode variar muito, principalmente conforme o valor do veículo e a facilidade de reposição de peças.
O que influencia o preço do seguro para carro elétrico?
Além do modelo do carro, vários fatores entram no cálculo.
🔹 Perfil do motorista
- Idade;
- Tempo de habilitação;
- Histórico de sinistros;
🔹 Local de circulação
- Cidades com maior índice de roubo;
- Regiões com poucas oficinas especializadas;
🔹 Uso do veículo
- Uso urbano ou rodoviário;
- Uso particular ou aplicativo;
🔹 Tecnologias de segurança
Carros elétricos costumam ter:
- frenagem autônoma
- controle de estabilidade avançado
- assistentes de condução
Esses itens podem reduzir o valor do seguro, pois diminuem o risco de acidentes.
Quais coberturas são essenciais no seguro de carro elétrico?
Ao contratar, é importante observar coberturas específicas.
✔️ Cobertura da bateria
Algumas seguradoras oferecem cláusulas específicas para:
- Danos elétricos;
- Curtos-circuitos;
- Incêndio da bateria;
✔️ Assistência especializada
Inclui:
- Guincho adequado para elétricos;
- Atendimento técnico especializado;
- Transporte em caso de pane elétrica;
✔️ Responsabilidade civil
- Indispensável, pois carros elétricos costumam ter alto valor de reparo em terceiros.
Seguro para carro elétrico usado: muda alguma coisa?
Sim, e bastante.
Em carros elétricos usados, as seguradoras avaliam:
- Estado da bateria;
- Histórico de recargas;
- Quilometragem;
- Garantia restante do fabricante,
Se a bateria já perdeu parte da capacidade, o risco aumenta — e o seguro pode ficar mais caro ou com restrições.
Seguro de carro elétrico é obrigatório?
Não. Assim como qualquer seguro automotivo no Brasil, ele não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendado.
Considerando:
- Alto valor do veículo;
- Custo elevado de reparos;
- Tecnologia sensível;
Rodar sem seguro em um carro elétrico pode ser um risco financeiro muito grande.
Como economizar no seguro do carro elétrico?
Existem estratégias reais para reduzir o custo.
💡 Dicas práticas
- Compare cotações em pelo menos 3 seguradoras;
- Avalie franquia mais alta (reduz o prêmio anual);
- Instale rastreador ou utilize sistemas nativos;
- Evite coberturas desnecessárias;
- Mantenha bom histórico de direção;
Em alguns casos, a economia pode chegar a 20% ou mais.
Quais seguradoras já trabalham bem com carros elétricos?
No Brasil, algumas seguradoras já possuem maior experiência com elétricos, como:
- Porto Seguro
- Azul Seguros
- Allianz
- Tokio Marine
Elas oferecem pacotes mais completos e menos restritivos para esse tipo de veículo.
Vale a pena pagar mais caro no seguro de um carro elétrico?
Essa é a pergunta final — e a resposta depende do contexto.
✔️ Vale a pena se:
- Você busca economia de combustível;
- Roda muito em área urbana;
- Quer menor impacto ambiental;
- Pretende ficar vários anos com o carro;
❌ Pode não valer se:
- O uso for esporádico;
- O custo do seguro comprometer o orçamento;
- Você mora em região com pouca infraestrutura;
O futuro do seguro para carros elétricos no Brasil
A tendência é clara: o seguro deve ficar mais barato nos próximos anos.
Motivos:
- Aumento da frota elétrica;
- Mais dados estatísticos;
- Maior concorrência entre seguradoras;
- Nacionalização de peças e baterias;
Assim como aconteceu com os carros a combustão no passado, os elétricos tendem a se tornar mais acessíveis também no seguro.
Conclusão
O seguro para carro elétrico ainda é mais caro do que o de veículos tradicionais, mas essa diferença vem diminuindo rapidamente.
Ao analisar o custo total de propriedade — combustível, manutenção, impostos e seguro — muitos modelos elétricos já se mostram financeiramente competitivos.
Antes de decidir, o ideal é:
- Cotar o seguro antecipadamente
- Comparar modelos
- Avaliar o uso real do veículo
Assim, você evita surpresas e faz uma escolha consciente.

